Maradona repete a "mão de Deus"


Com a camisola do Lanús, e ao lado de Bossio, o tal que passou em Portugal (Benfica e Vit. Setúbal), El Pibe deu o seu espectáculo no lotado Estádio Chateau Carreras, com capacidade para 48.887 pessoas, que compraram o bilhete só para ver (uma vez mais) o prodígio argentino.E o 10 do Lanús não defraudou a assistência. Jogou com a mestria de sempre, cerebral, a um toque, com a sensacional categoria. Caminhou, fez correr os outros, fez correr a bola, sempre com uma calma entusiasmante.E só depois é que veio o golo. De penálti, com o pé esquerdo, a enganar o guarda-redes. Descansou por 10’ e regressou ao campo para mais uma habilidade. A mão de Deus parte 4 (Inglaterra no Mundial’86, URSS no Mundial’90 e Nápoles-Pisa’91). Só que, desta vez (aleluia), o árbitro viu e anulou o lance perante a gargalhada geral. Deu um beijo ao juiz e mandou outros para a bancada até ser engolido pelos jornalistas e pelos holofotes da fama que o perseguirão sempre.

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